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Sibutramina: Comercialização é suspensa nos Estados Unidos

8 de outubro de 2010 

A Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de medicamentos do governo dos Estados Unidos, recomendou a retirada do mercado da sibutramina, uma das medicações mais utilizadas para o tratamento da obesidade. 

A decisão da FDA foi baseada nos resultados de estudos que demonstrarm aumento do risco de problemas cardiovasculares (como o infarto do miocárdio) em pacientes tratados com a medicação.

A Abbott, laboratório responsável pela industrialização do Meridia, a marca de referência da sibutramina nos Estados Unidos, concordou em suspender voluntariamente a comercialização do medicamento em território norte-americano.

Clique aqui para ler o anúncio oficial da FDA a esse respeito

Entenda os resultados dos estudos

O estudo que levou à decisão da FDA de suspender a comercialização da sibutramina foi o SCOUT, realizado na Europa, América Latina e Austrália, com pacientes com excesso de peso e alto risco de problemas cardiovasculares. 

Os pacientes incluídos neste estudo eram homens e mulheres, com mais de 55 anos, com índice de massa corporal (IMC) entre 27 e 45kg/m2, ou com IMC entre 25 e 27kg/m2 mas com aumento da cintura abdominal.

Todos os pacientes eram considerados como pessoas com alto risco de problemas circulatórios, pois o estudo incluiu apenas pessoas com as seguintes características:

- indivíduos que já haviam apresentando previamente uma doença cardiovascular (como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou problemas na circulação das pernas);

- ou indivíduos com diabetes tipo 2 mais um fator de risco para doenças cardiovasculares (por exemplo: pressão alta, colesterol alto, fumantes ou pessoas com doença dos rins pelo diabetes).

Metade dos indivíduos neste estudo foram tratados com sibutramina, e metade com placebo (ou seja, um comprimido sem efeito medicamentoso nenhum, apenas para comparação). 

Ao final de 3 anos e meio de tratamento (em média), os pacientes tratados com sibutramina haviam perdido apenas 2,5% a mais de peso do que os pacientes tratados com placebo.

Entretanto, os pacientes que receberam sibutramina apresentaram um risco 16% maior de problemas cardiovasculares, principalmente infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, apesar de não haver aumento do risco de morte devido à medicação.

Posição da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) acredita que as restrições ao uso da sibutramina foram excessivas, pois a droga continua sendo eficaz e é uma das poucas opções de medicações disponíveis para o tratamento da obesidade. 

Além disso, a sibutramina é comprovadamente segura, desde que respeitadas as suas contraindicações.

Deve-se evitar a sibutramina em pacientes com perfil semelhante ao dos indivíduos incluídos no estudo SCOUT (pessoas com mais de 55 anos, diabéticas ou com problemas cardiovasculares prévios), bem como em todas as outras situações onde a droga já era contraindicada (hipertensão arterial mal-controlada, arritmias cardíacas, problemas de ansiedade etc.).

Leia a posição da SBEM na íntegra, clicando aqui.

 

 
 
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