Que medicações podem ser usadas para ajudar a perder peso?
Nos Estados Unidos, a agência de controle de remédios (Food and Drug Administration – FDA) aprova, atualmente, apenas dois medicamentos para ajudar o paciente a perder peso. São eles: a sibutramina e o orlistat.
Sibutramina – Nomes comerciais no Brasil: Reductil
® ,Plenty ®, Redulip ®, Vazy ®, e genéricos - comprimidos de 10 e 15mg. É uma medicação que age aumentando a saciedade, ou seja, as pessoas precisam comer menores porções de alimento para se sentir satisfeitas. Geralmente é iniciada na dose de 5 a 10mg/dia, podendo se usar até 15mg/dia. A perda de peso média com a medicação é de cerca de 10% do peso corporal inicial, após um ano de uso, de acordo com os estudos realizados. Efeitos colaterais incluem: insônia, boca seca e obstipação intestinal, além de aumentos discretos da pressão arterial.
Orlistat – Nome comercial no Brasil: Xenical ®, comprimidos de 120mg. É uma medicação que inibe a digestão e a absorção de gorduras no intestino, fazendo com que 30% da gordura ingerida seja eliminada nas fezes. Após um ano de tratamento, a perda de peso média é de 8 a 10% do peso corporal inicial, conforme os estudos. O orlistat pode reduzir os níveis de colesterol, ajudar a controlar os níveis de glicemia em diabéticos e ajudar a prevenir o aparecimento de diabetes em pessoas predispostas. Os efeitos colaterais da medicação são relacionados à perda de gordura nas fezes, e são mais pronunciados se o paciente ingerir gordura em excesso. Portanto, o paciente pode queixar-se de cólicas abdominais, gases, flatulência, diarréia (contendo gordura) e, algumas vezes, escape fecal e incontinência fecal (diarréia explosiva). Esses sintomas tendem a melhorar depois de algumas semanas de tratamento.
Essas medicações, apesar de serem mais seguras e efetivas, também são mais caras.
O tratamento com orlistat, por exemplo, custa
cerca de 400 reais por mês. Já a sibutramina
está mais barata, atualmente, já que a patente
da medicação foi quebrada e várias marcas
comerciais novas (similares e genéricos)
apareceram no mercado, reduzindo seu preço.
No Brasil, ainda são
muito usados os anorexígenos, de muito baixo custo, para tratamento de obesidade, apesar de já terem sido abandonados nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos
(como a maior parte da Europa) devido ao seu maior risco de efeitos colaterais. Exemplos de medicações dessa classe são o femproporex, a anfepramona e o mazindol. São drogas que produzem uma perda de peso de 9 a 15 Kg em 12 semanas, com perda de ação após esse período. Podem provocar: agitação, insônia (de fato, alguns motoristas de caminhão os utilizam para diminuir o sono – os chamados “rebites”), boca seca, dor de cabeça, palpitações, obstipação intestinal e aumento da pressão arterial (razão pela qual a pressão deve ser cuidadosamente monitorada em pessoas que fazem uso desses medicamentos). A anfepramona parece ter um potencial para abuso e para dependência, por isso seu uso não deve se estender por mais de 6 meses. O mais seguro parece ser o femproporex.
Outras medicações, que podem ser auxiliares na perda de peso, são a fluoxetina e outros antidepressivos (como a bupropiona); o anticonvulsivante topiramato; o antidiabético metformina; e outras medicações a critério médico.
Nos Estados
Unidos e na Europa, já está sendo comercializada
uma nova medicação para auxiliar na perda de
peso: o rimonabant, que age no sistema
nervoso central reduzindo o apetite e o prazer
associado à alimentação, bem como diminuindo
comportamentos compulsivos (compulsão
alimentar). A eficácia do rimonabant (nome
comercial: Accomplia ®) parece ser bastante
semelhante à da sibutramina. Entretanto, um
efeito colateral comum e potencialmente perigoso
dessa droga parece ser uma alteração do humor,
levando o paciente à depressão e até mesmo ao
suicídio. Por esse motivo, essa droga ainda não
foi liberada para uso no Brasil. |