Quando está indicada a cirurgia para emagrecer?
A cirurgia para emagrecimento (cirurgia bariátrica) está indicada apenas para pacientes severamente obesos que não tenham conseguido perder peso com a mudança de hábitos de vida (reeducação alimentar, atividade física) e o uso de medicações. Portanto, as indicações de cirurgia são as seguintes:
- pacientes com IMC acima de 40 Kg/m2;
- pacientes com IMC acima de 35 Kg/m2, que apresentem problemas sérios de saúde decorrentes da obesidade (apnéia obstrutiva do sono, diabetes de difícil controle, osteoartrose severa) que melhorem após a perda de peso.
Há 3 tipos diferentes de procedimentos cirúrgicos que são usados atualmente: o “bypass” gástrico, a gastroplastia e a banda gástrica laparoscópica.
Bypass gástrico – É feita através da criação de uma pequena bolsa com o estômago, que é conectada aos intestinos. Embora seja tecnicamente mais difícil de ser realizada, é mais efetiva que a gastroplastia para produzir perda de peso.
Gastroplastia – O tipo mais comum de gastroplastia realizada envolve a redução do tamanho global do estômago, para que o paciente se sinta plenamente satisfeito (“cheio”) após a ingestão de uma quantidade muito pequena de alimento. O procedimento é efetivo para muitas pessoas, com 60% dos pacientes perdendo mais de 50% do seu excesso de peso dentro de um ano.
Embora a mortalidade operatória dos dois procedimentos seja menor que 1%, várias complicações podem ocorrer:
- infecção pós-operatória;
- anemia por deficiência de ferro;
- deficiência de vitamina B12 ou outras vitaminas do complexo B;
- perda de peso inadequada, exigindo revisão cirúrgica;
- formação de cálculos na vesícula biliar (com perdas de peso muito rápidas);
- transtornos psiquiátricos (bulimia, anorexia nervosa, depressão, alcoolismo, transtornos compulsivos).
Banda gástrica – Consiste na colocação de um anel plástico (“banda”) ao redor da parte superior do estômago, conectada a um reservatório que fica abaixo da pele, através do qual se controla o enchimento e esvaziamento da banda para apertar mais ou menos o estômago do paciente. A perda de peso não é tão evidente quanto com os outros procedimentos, mas esta técnica tem a vantagem de ser menos invasiva, reversível e poder ser feita por via videolaparoscópica (sem corte).
É importante ressaltar que esses procedimentos cirúrgicos são recomendados apenas para pacientes com obesidade severa que não responderam satisfatoriamente à dieta, ao exercício e à medicação. Para aqueles com obesidade leve ou moderada (IMC menor que 40), os riscos do procedimento cirúrgico são maiores que os seus benefícios potenciais, portanto a cirurgia não é recomendada.
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