No Paraná, pelo menos 200 pessoas foram orientadas a tomar remédios para perder peso, que provocam dependência e até a morte.
Fonte: Jornal Hoje - TV Globo- 02/05/2008
No Paraná, a Vigilância Sanitária cruza informações sobre a venda das substâncias e descobre um esquema criminoso para enganar pacientes e burlar as normas do Ministério da Saúde. Os envolvidos foram denunciados pelo Ministério Público por tráfico de entorpecentes.
A ação já está no fórum e começa a ser analisada pela justiça. Foram denunciados 12 médicos um farmacêutico, três donos de farmácias. Dois médicos, reincidentes, tiveram ainda prisão preventiva decretada.
Para o Ministério Público, eles sabiam que os medicamentos causavam dependência e risco de morte. “Elas perdem peso, só que este peso retorna um ou dois meses depois e com conseqüências terríveis para o organismo”, diz o promotor Paulo Tavares.
Para enganar a fiscalização, os médicos prescreviam os remédios em receitas separadas, mas a Vigilância Sanitária investigou as clínicas e descobriu a manobra. “ Nós encontramos aproximadamente 500 receitas quwe continham essas associações e colocamos todas elas nos autos", diz Rogério Lampe, diretor de Vigilância Sanitária do Paraná.
Só em Londrina, 200 pacientes, a maioria mulheres, estavam tomando o coquetel proibido que inclui moderadores de apetite, diuréticos, laxantes, calmantes e hormônios. Tomados um após o outro. “Essas combinações podem provocar hipertensão arterial, aumento da frequência cardíaca, infarto, alucinações, insônia, agitação”, diz Leandro Diehl, médico endocrinologista.
Foram exatamente estes sintomas que a mulher de Vanderlei apresentou após tomar uma combinação de oito medicamentos durante 20 dias. Luciane morreu em 2001, aos 24 anos, magra, mas intoxicada pelos remédios.
Os conselhos regionais de medicina e farmácia abriram sindicância para apurar a conduta ética dos profissionais envolvidos no caso. Comprovada a culpa, eles podem sofrer punições que vão de uma simples advertência até a cassação dos diplomas.
Para quem ainda pensa em perder peso depressa, sem dieta, nem atividade física, um alerta: “Isso é ilusão, a pessoa precisa mudar os hábitos de vida, com atividades físicas regular e o medicamento é muitas vezes um auxiliar nesta etapa em que a pessoa está mudando seus hábitos", explica o médico.
Veja a matéria e o vídeo da reportagem no site do Jornal Hoje
Ou veja o vídeo da reportagem no YouTube
|