Erros no manejo e na administração da insulina podem ser cometidos facilmente - especialmente por pacientes que usam mais de um tipo de insulina no tratamento do seu diabetes. Seguem abaixo algumas dicas para ajudar os usuários de insulina a garantir sua segurança durante o uso desse medicamento.
1. Conheça sua insulina.
Há muitos tipos de insulinas diferentes no mercado. Embora alguns tipos de insulina de origem animal ainda estejam disponíveis, a grande maioria das insulinas encontradas nas farmácias hoje em dia é do tipo “humana”, ou seja: insulinas exatamente iguais à fabricada pelo organismo humano.
Para cada tipo de insulina que você utilizar, é necessário conhecer:
a) seu nome comercial e o nome da companhia farmacêutica que a fabrica;
b) seu tipo: de ação longa, intermediária ou rápida;
c) seu perfil de ação: início de ação (tempo necessário para que a insulina comece a fazer efeito, depois de aplicada); pico de ação (período após a aplicação em que a insulina exerce seu maior efeito), e duração de ação (por quanto tempo a insulina fica agindo, no total, após a injeção).
Você também precisa observar como cada tipo de insulina age no seu próprio corpo. Há várias fontes de informação sobre a ação de cada tipo de insulina, mas o efeito da medicação pode ser um pouco diferente de pessoa para pessoa. Além disso, a ação da insulina pode variar de acordo com o nível de atividade física do usuário, o local em que é feita a aplicação, e outros fatores. Com um pouco de tempo e de atenção, você e seu médico podem identificar e controlar todas essas variações.
2. Muito cuidado ao medir a dose de insulina.
A insulina é uma medicação muito eficiente. Se você injetar uma quantidade apenas um pouquinho maior do que está acostumado, isso pode fazer uma grande diferença no seu nível de glicose sangüínea. Isso pode ser observado principalmente em pessoas que usam baixas doses de insulina (até 50 unidades por dia).
É fundamental.medir cuidadosamente a quantidade de insulina que você está aspirando na seringa. Se você tem problemas em enxergar adequadamente as marcas na seringa, peça a alguém para checar se sua dose está correta, ou use uma lente de aumento para conseguir ver melhor a quantidade de insulina. Uma outra boa opção é usar uma caneta de aplicação de insulina, ao invés das seringas. Já há canetas disponíveis para a grande maioria dos tipos de insulina, e elas facilitam bastante a dosagem da medicação.
3. Guarde adequadamente.
Leia as informações no rótulo ou na bula da insulina, sobre as suas condições de armazenamento. Cada tipo de insulina tem recomendações próprias sobre o melhor meio de guardá-la. A maioria das insulinas dura em torno de um mês depois de aberta, e pode durar até mais se guardada em geladeira. No entanto, é importante evitar que a insulina congele, ou que se aqueça demais. Um bom local para guardar sua insulina (enquanto não está sendo usada) é na porta da geladeira, na parte de baixo. Observe também a data de validade da insulina. Se você observar a formação de pequenos grumos ou partículas na insulina, é melhor descartar esse frasco e abrir um novo.
4. Pergunte antes de fazer a mistura.
Se você usa mais de um tipo de insulina, pergunte a um dos profissionais de saúde que lhe atendem (médico, enfermeiro) se você pode fazer a mistura dos dois tipos de insulina numa seringa só. Informe-se ainda sobre como deve ser feita a mistura.
Para a maior parte das insulinas, a mistura pode ser feita sem problemas, mas existem alguns cuidados a serem tomados para garantir que a medicação funcione adequadamente. Por isso, não tenha medo ou vergonha de pedir informações.
Uma insulina que não pode ser misturada com nenhum outro tipo de insulina na mesma seringa é a glargina (Lantus ®).
Mais informações sobre as técnicas de aplicação de insulina podem ser encontradas num documento bastante completo, preparado pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que pode ser encontrado no seguinte endereço:
http://www.diabetes.org.br/artigos/insulina/tecnicadepreparo.php
Adaptado de texto da American Diabetes Association - www.diabetes.org
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