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O que é diabetes?

O diabetes mellitus (ou "diabetes melito") ocorre quando o pâncreas, uma glândula localizada atrás do estômago, não produz a quantidade suficiente de um hormônio chamado insulina. A parte específica do pâncreas que produz insulina é chamada de Ilhotas de Langerhans. A insulina é um hormônio extremamente importante porque ajuda a regular o metabolismo, ou seja, o processo de queima ou armazenamento dos nutrientes provenientes da alimentação. A marca registrada do diabetes é o aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue, um fenômeno conhecido como hiperglicemia.

"açúcar" = glicose

"açúcar no sangue" = glicemia

Como funciona o metabolismo normal?

Os processos do metabolismo variam de acordo com o horário do dia e a presença das refeições. Segue abaixo um resumo dos acontecimentos inerentes a um metabolismo normal.

1) Durante e logo após uma refeição, os intestinos digerem os alimentos e quebram os nutrientes até sobrarem apenas os seus componentes mais básicos. Assim, os carboidratos são quebrados em glicose, as proteínas em aminoácidos e as gorduras em ácidos graxos. A glicose é a fonte primária de energia do organismo.

2) Após a refeição, a glicose, os aminoácidos e os ácidos graxos são absorvidos, ou seja, passam do interior dos intestinos para a circulação sangüínea. Com isso, os níveis de glicose no sangue aumentam um pouco, logo após a refeição.

3) Qualquer pequeno aumento no nível de glicose no sangue serve como um sinal, que faz com que o pâncreas produza e jogue no sangue uma quantidade maior de insulina. Cerca de 10 minutos após a refeição, o nível de insulina no sangue atinge seu máximo, em resposta ao aumento da glicose.

4) A insulina age no fígado, nos músculos e no tecido adiposo (que compõem os chamados tecidos-alvo da insulina), estimulando a captação de glicose e outros nutrientes por esses tecidos. Assim, a glicose circulante no sangue passa para o interior das células, onde vai ser utilizada (“queimada”) para produção de energia ou armazenada para o uso futuro (na forma de gordura).  Nesses tecidos, a glicose não consegue entrar nas células se não houver insulina presente (e é por isso que a glicose aumenta no sangue dos indivíduos diabéticos).

5) Quando os níveis de insulina estão altos, o fígado também armazena glicose na forma de glicogênio. Com isso, os níveis de glicose no sangue vão diminuindo gradativamente, e a liberação de insulina pelo pâncreas volta a diminuir também.

6) Cerca de 2 a 4 horas após a refeição, os níveis de glicose e insulina já estão baixos novamente. Se o jejum durar mais que algumas horas, a insulina pode cair mais um pouco, o que faz com que o fígado libere pequenas quantidades de glicose para o sangue, a partir da quebra do glicogênio. Isso evita que a glicemia (nível de glicose no sangue) caia até valores perigosamente baixos. Com isso, o valor da glicemia varia relativamente pouco em pessoas normais. Esse controle estreito da glicemia é muito importante, já que a glicose é praticamente a única fonte de energia utilizada pelo cérebro, e portanto é necessário um fornecimento contínuo de glicose para garantir o funcionamento adequado do sistema nervoso central.

Como é o metabolismo de um paciente diabético?

Acompanhe o que acontece com o organismo de um paciente diabético:

1) O pâncreas é incapaz de liberar quantidades suficientes de insulina para controlar o metabolismo. Inicialmente, a insulina falta apenas quando é necessária em grandes quantidades, como logo após uma refeição. Depois de um tempo, entretanto, a insulina pode faltar mesmo nos períodos de jejum, quando os tecidos estiverem quebrando os alimentos para produzir energia.

2) Sem insulina suficiente para empurrar a glicose para dentro das células, a glicose passa a se acumular no sangue. Ocorre então o aumento da glicemia, ou hiperglicemia.

3) A glicose em excesso no sangue passa através dos rins para a urina, antes que o organismo do diabético consiga utilizar essa glicose para produzir energia. Com isso, o paciente diabético pode começar a urinar demais e ter muita sede. Esses podem ser os primeiros sintomas da doença. O paciente também começa a emagrecer, pois não consegue utilizar a energia dos alimentos, que é perdida através da urina.

4) Com o passar do tempo, o organismo reage ao desequilíbrio da glicemia e podem surgir importantes complicações. Essas complicações podem ser prevenidas se o diagnóstico for feito cedo e o tratamento for iniciado o quanto antes, com o objetivo de manter a glicemia normal ou muito próxima dos valores normais.

Quais são os tipos de diabetes?

Existem 2 tipos principais de diabetes.

a) Diabetes Mellitus Tipo 1 – é a forma mais severa. Costumava ser chamada de Diabetes Mellitus Insulino-Dependente (DMID), ou Diabetes Juvenil. É mais comum em indivíduos jovens (crianças e adolescentes), mas pode atingir pessoas de qualquer idade. Não costuma ter relação com o peso corporal, por isso boa parte dos pacientes afetados tem peso corporal normal. Acontece devido à destruição das ilhotas de Langerhans por algum motivo, levando à ausência completa ou quase completa de produção de insulina. As pessoas com diabetes tipo 1 (DM 1) precisam tomar injeções de insulina diariamente para controlar essa condição. Os sintomas do DM 1 podem surgir muito subitamente.

b) Diabetes Mellitus Tipo 2 – é a forma mais comum da doença, responsável por 90 a 95% dos casos de diabetes. Neste tipo de diabetes, antigamente chamado de Diabetes Mellitus Não-Insulino-Dependente (DMNID), o que acontece é que a pessoa torna-se resistente à ação da insulina. Ou seja: o pâncreas produz insulina em quantidades normais no início da doença, mas essa insulina não consegue exercer seu efeito como deveria, o que faz com que o pâncreas acabe produzindo mais e mais insulina na tentativa de compensar esse defeito. Com o passar dos anos, o pâncreas acaba se “cansando”, e deixa de ser capaz de compensar a resistência à insulina – é nesse momento que surge a hiperglicemia, e é feito então o diagnóstico de Diabetes Tipo 2 (DM 2). O DM 2 está intimamente relacionado ao excesso de peso, a hábitos alimentares inadequados e ao sedentarismo, fatores esses que aumentam a resistência à insulina. Como mais e mais pessoas estão se tornando obesas, o número de indivíduos com DM 2 também está aumentando de forma assustadora (inclusive em crianças e adolescentes). Freqüentemente, o DM 2 pode ser controlado com um estilo de vida saudável, mas muitos necessitam de medicações para controlar sua glicemia, e cerca de 30%precisam usar insulina em algum momento, principalmente aqueles pacientes com muitos anos de diabetes.

Existem outras formas de diabetes?

Existem outras formas, menos comuns, de diabetes. Podemos citar:
a) Diabetes Gestacional – consiste de qualquer anormalidade do metabolismo da glicose, de qualquer magnitude, que é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez, podendo ou não persistir após o parto. Mulheres que apresentam diabetes gestacional possuem um risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes no futuro.
b) Tipos Específicos de Diabetes – aqueles que possuem uma causa estabelecida, como, por exemplo: MODY – um diabetes hereditário, devido a defeitos genéticos específicos. Também existem alguns casos de diabetes associados a outras doenças (como na pancreatite crônica) e associados ao uso de algumas medicações (exemplo: corticóides).

 
 
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